Out_Arquias [HUM853]

Investigación para los límites en arquitectura outarquias@us.es

Curso de doctorado en IAU Sao Carlos-SP, Brasil, Septiembre 2014

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Urbanização e Mundialização: processos contemporâneos de produção do espaço urbano

PROGRAMA/ÁREA: Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo

DOCENTE(S) RESPONSÁVEL(EIS):

  1. Manoel Antonio Lopes Rodrigues Alves. U. Sao Paulo
  2. Vera Pallamin. U. Sao Paulo
  3. Carlos Tapia Martín. U. Sevilla

O processo de reestruturação produtiva das últimas décadas vem promovendo, em escala mundial, novas formas de articulação econômica e política entre Estado e capital na produção do espaço urbano. Observa-se, na cidade que emerge desse processo, uma radicalização da transformação da estrutura urbana em mercadoria que acaba por se legitimar como um distinto sentido da urbanidade, sob o impacto de políticas neoliberais, de modelos internacionais hegemônicos de transformação do e no espaço urbano, fruto da lógica de acumulação flexível que reestrutura, de forma fortemente associada, cultura, economia e sociedade. A produção do espaço urbano contemporâneo responde crescentemente à necessidade de manter vivo o circuito de produção, circulação e consumo de mercadorias num mundo altamente mercantilizado em que se observa que novas formas de relações sociais dão preferência a âmbitos privados e mediações tecnológicas, ou que o aumento da mobilidade física, econômica e informacional, propiciam novos sentidos de urbanidade.

Nesse contexto, em que o espaço urbano comparece como elemento estratégico de reprodução do capital (não apenas financeiro), processos via de regra vinculados a formas de investimento imobiliário e instrumentalização dos espaços da política, caracterizados pela homogeneização e tematização (e/ou pela especialização econômica e funcional) do espaço urbano, condicionam a domesticação de paisagens. Essa cidade, objeto de valor monetário de consumo em tempo parcial, constitui-se como uma cidade da segregação.

As articulações teóricas sobre o urbano nas últimas cinco décadas têm se deparado com condições extremadas – tanto do ponto de vista social quanto físico e material – e com formações espaciais que se associam a distintas lógicas de (des)ordem e (des)regulação. Nesse período, as estratégias de valorização do valor, acionadas sistemicamente, privilegiam, em seu núcleo, os espaços urbanos e os investimentos imobiliários na reinversão e produção de excedentes, reformatando territorialidades e paisagens urbanas sob imposições econômicas que promovem o dano à grande maioria.

Nessa dinâmica contemporânea, o ‘urbano generalizado’ tem se multiplicado em dezenas de metrópoles – a exemplo de São Paulo – estando associado à ausência de limites e ao espalhamento de formações espaciais em que o espaço comum não é a regra, nem as sociabilidades pautadas na ideia de integração ou em referências comunais coletivas. Nessa condição, do ponto de vista espacial, a totalização da forma urbana tem se tornado inviável, ao mesmo tempo em que fluxos e redes têm tido proeminência sobre as localidades. A vida pública e as espacialidades em que se assentam têm se reconformado incisivamente em direção ao seu esmaecimento e fragilização, perdendo em intensidade e potência frente às determinações vinculadas ao domínio da privatização.

Propõe-se que a disciplina se desenvolva em sete períodos de 4hs nos dias:

Aulas expositivas

– 01 de setembro (tarde)

– 02 de setembro (manhã e tarde)

– 08 de setembro (tarde)

– 09 de setembro (manhã e tarde)

Seminário

– 10 ou 17 de setembro (tarde)

 

 

PROGRAMA

 

OBJETIVOS:

Discutir aspectos de processos contemporâneos de produção do espaço urbano a partir dos anos 1970, buscando-se caracterizar as relações dominantes entre urbanização e mundialização.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Capacitar os alunos na análise de processos de produção e transformação do espaço urbano contemporâneo, suas estruturas de conformação, seus processos de empresariamento e suas contraposições em movimentos de resistência e ações coletivas.

 

JUSTIFICATIVA:

O debate crítico sobre urbanização assumiu uma renovada importância desde o início do neoliberalismo e da dinamização do capital financeiro, uma vez que as estratégias de investimento e extração de renda associadas à produção do espaço urbano são parte estrutural do processo de mundialização do capital. Com base em aportes teóricos formulados na geografia, economia, sociologia e crítica cultural, e trabalhados em suas relações e implicações para o urbanismo e a arquitetura, busca-se caracterizar as estratégias atuais associadas á espacialização e à reconfiguração material das cidades, assim como os termos em que as disputas políticas em relação ao espaço têm se dado nas metrópoles contemporâneas.

CONTEÚDO: A disciplina será organizada em dois blocos e um seminário final.

 

Bloco 1:

. as mudanças nas formas de valorização do valor e suas consequências urbanas, a partir dos anos 1970;

. formações espaciais e as recentes lógicas de (des)ordem e (des) regulação urbana e social;

. conflitos urbanos e resistência – reconfigurações na cena política da metrópole (SP).

Bloco 2:

. processos contemporâneos de urbanização e as raízes urbanas da crise financeira;

. processos socioespaciais, cidade democrática e urbanização especulativa;

. processos extremos de constituição da cidade e paisagens urbanas de polarização, conflitos urbanos e resistência

 

. Seminário com pesquisadores do NAPUrb (debate sobre os temas da disciplina)

Esta actividad está co-patrocinada por una ayuda a la internacionalización concedida por el IUACC en 2013.

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